Thursday, September 30

INEVITÁVEL


Estava subindo para o apartamento onde moro, pelas escadas. As escadas do prédio eram aquelas tipo “vai e vem”. Nas escadas, não tinha corrimão. Quanto mais eu subia e olhava pelas laterais da escada, para baixo, mais imaginava eu caindo e como eu chegaria lá em baixo, todo quebrado. Quando cheguei ao final da escada, para acessar meu apartamento, tinha que subir em uma viga que deveria ter uns 50 centímetros de largura. Fiquei tentando subir, mas não conseguia e neste instante, quase cai pelo vão das escadas, uma vez que não havia corrimão para proteção. Fiquei assustado e quando olhei para um canto, me vi sentando e respirando com dificuldades. Ao me ver, dei um grito muito forte. Só que o outro “eu, que estava ali, também gritou junto comigo. Virei para outro lado, imaginando ser apenas uma ilusão minha. Quando olhei novamente, lá estava eu com muita dificuldade para respirar. Gritei novamente, assustado por me ver ali sentado. O outro “eu” gritou também. Então entendi que eu estava assistindo minha própria morte. Comecei a gritar de novo. Sempre quando eu gritava, o outro “eu” gritava também. Parei de gritar e fiquei me olhando. Pude ver eu com muitas dificuldades de respirar, até que assisti a mim mesmo, morrendo. Então, este outro eu que estava sentado respirando com dificuldades, parou de respirar, a cabeça caiu para frente e morreu. Ai que gritei muito, mas o outro “eu” já não gritava e nem se mexia mais.

Saturday, September 25

CASA ABERTA PARA AS ORAÇÕES



Estava vindo por uma rua. Vinha correndo muito. Nisto uma criança passou correndo mais rápido que eu. Ela virou na esquina, para a esquerda, mesmo sentido que eu ia. Ao virar também, gritei com o menino, dizendo: __Ha garoto! Querendo ser melhor que eu né!__ A casa que eu ia entrar, ficava logo ali perto da esquina. Entrei rapidamente no portão da garagem, que era de grade e único acesso a casa. Depois de uns 5 metros deste portão, tinha outro, só que todo fechado. Eu tentava abrir o portão rapidamente, pois temia que o pai do garoto viesse brigar comigo, por eu ter reclamado dele correr mais que eu. Por mais que eu tentava, não conseguia abrir o tal portão. Nisto, um homem de dentro da casa abriu o tal portão. Entrei e pedi ao tal homem que fechasse logo o portão. Ele disse que não poderia, pois as pessoas já estavam chegando para as orações. Olhei e vi chegando várias pessoas, que iria rezar na minha casa. Deveria ter uma 50 pessoas. Elas já entravam rezando, todas com um terço na mão.

Thursday, September 23

SER FAMOSO



Estava indo por um quarteirão fechado, abraçado com a Nathálya. Passamos por um carro estacionado neste quarteirão fechado, onde três homens vendiam cachorro quente. 
Quando chegamos à Rua Goiás, eu deveria ir para a esquerda e a Nathálya para a direita. 
Então disse a Nathálya que iria com ela até onde ela iria e depois voltaria. Seguindo abraçado com ela, alguém chegou perto de mim, oferecendo canetas. 
Eu disse que não tinha dinheiro. O vendedor disse que eu não precisava pagar nada. 
Então virei para a Nathálya e disse que o bom da vida, era ser famoso.

Sunday, September 19

DELEGADO SEM MEMÓRIA



Vinha andando pela beira do rio, no bairro Porto velho. Havia um terreno grande nesta margem. No meio deste terreno, havia um caminho por onde as pessoas passagens, para se evitar dar a volta neste grande terreno. Quando andava por este caminho, ouvi gritos. Percebi então que a policia vinha correndo por este caminho. Então, sai correndo imaginando que a policia queria me pegar. Depois que atravessei o terreno, corri em direção ao rio e pulei dentro do rio, para atravessá-lo. Nisto os policiais também pularam no rio. Fiquei imaginando o que eu teria feito para eles me perseguirem. Sai do outro lado do rio, no bairro Esplanada. Eles continuavam atrás de mim. Resolvi então parar e perguntar por que eles estavam me seguindo. Eles pararam e disseram que eu tinha dito para eles me seguirem. Que eles estavam apenas obedecendo ordem minha. Perguntei por quê. Eles disseram que eu era o delegado. Disse que não me lembrava de nada. Disseram que eu tinha perdido a Memória, quando caí de uma árvore. Que isto tinha acontecido a mais de um ano. E desde então, eles continuavam me seguindo.

Monday, September 6

PRESO NAS GRADES DA ARENA, VOANDO


Estava dentro do que seria uma arena. Parecia um estádio de futebol, porém a arena era tipo estas de rodeio. Ao redor desta arena, havia seis saídas, que estavam fechadas com uma grade. Do lado de fora destas grandes havia pessoas, sendo que em uma delas, havia vários personagens de desenhos animados, querendo entrar. Na que ficava do lado oposto, havia um homem vestido de preto, que queria entrar, para me pegar. Dentro desta arena estávamos eu e outro homem, que estava vestido de branco. Ele tentava me pegar, mas eu ficava voando de um lado ao outro. Eu Batia nestas grades que fechavam as saídas, tentando sair, como um pássaro faz, quando é colocado em uma gaiola. O tal homem que estava dentro da arena comigo e tentava me pegar, ficava correndo de um lado ao outro atrás de mim. Fiquei assim um tempo, até que fui bater na grande onde estavam os personagens de desenhos animados. Quando bati naquela grade, eles disseram que queria sair, que era para eu abrir o portão. Fiquei sem entender como eles sairiam se já estavam do outro lado e se abrisse o portão, eles entrariam. Depois fui bater na grade onde estava o homem vestido de preto. Ele enfiou a mão pela grade, tentando me pegar. Nisto vi que ele estava voando também. Ele então disse que estava com o outro sapato e queria os dois. Disse que era o sapato que eu usava que fazia a gente voar, e cada um de nós estava usando um pé do sapato, mas ele queria os dois. Consegui me livrar dele e continuei batendo nas grades, tentando sair. E sempre correndo atrás de mim, o tal homem de branco. Parei no ar, voando, e perguntei ao homem de branco de que lado ele estava. Ele disse que estava tentando pegar o sapato para entregar ao homem de preto, que estava do lado de fora.