Monday, January 31

O RIO QUE SUBIA


Estava numa rua de uma cidade que não sei qual era. Procurava pela casa onde eu estaria hospedado. Várias pessoas caminhavam nesta rua. Até que chegamos numa escadaria de ferro, de cor escura e estreita. As pessoas foram subindo estas escadas, e eu também fui. Depois de subir bastante, cheguei ao que seria uma recepção. Fui até uma pessoa que estava ali e perguntei como eu fazia para voltar para casa. Daquela recepção, a gente via três ruas que estava ao nível da recepção, como se eu não tivesse subido escada alguma. Ele me mostrou uma rua, dizendo que era só seguir ela, que daria na minha casa. Perguntei se ele tinha certeza disto. Ele então me mostrou a boca, onde tinha um dente de ouro. E perguntou se eu não estava lembrando-se dele. Fui ai que me lembrei dele no dentista. Ele saiu comigo para mostrar qual rua eu deveria pegar. Seguimos por um viaduto. Olhei e vi que um rio passava no que seria uma rua. Logo após o viaduto, esta rua que era feita de rio, subia. Olhei e vi que o rio subia a rua e não descia. Perguntei por que o rio subia e não descia. Mas ele nada disse. Então imaginei que estaria vendo coisas. Nisto veio um caminhão deste de carregar concreto. Ele veio dentro deste rio, de ré. Quando ia começar a subir aquela rua em forma de rio, ele parou. Nisto uma espécie de pá mecânica retirou concreto de dentro do caminhão e jogou num outro viaduto que passava bem acima de onde a gente estava. Nisto caiu concreto na gente. Sai correndo e todo sujo de concreto. A tal pessoa do dente de outro, não saiu do lugar, dizendo que era só concreto. Fiquei afastado me limpando.

Wednesday, January 19

FANTASMAS E ZUMBÍS


Estava vindo pelo passeio do canto da linha, na rua da casa da minha mãe. Vinha com uma toalha nas mãos. Eu iria tomar banho na sede do sindicato dos ferroviários. Mas já havia chegado ao galpão da manutenção  não vi a sede do sindicato. Voltei, quando vi a Paula parada ali. Ela então disse que o sindicato estava fechado, por isto eu não tinha visto e passado direto. Ela estava parada na porta do sindicato. Então ela disse que o responsável já estava vindo abrir o sindicato. Quando ele chegou, pedi a chave para entrar e tomar banho. Entrei, tomei banho e fui vestir a roupa num cômodo ao lado. Quando estava vestindo a calça, alguém abriu a porta lateral. Então disse que estava vestindo roupa. Ele fechou a porta e abriu logo em seguida, para entrar algumas pessoas. Terminei e sai, dizendo que não tinha medo de fantasma e nem de zumbi. Sai andando pela sede do sindicato, que era uma mansão antiga e mal assombrada. Fui entrando pelos cômodos, sem medo de nada. Não via nada nem ninguém. Quando fui chegando num cômodo que ficava nos fundos, vi pela porta entre aberta, um casal de velhos, maltrapilhos, sentados no chão e gemendo. Fui indo devagar, até que foi aparecendo outras pessoas. Só que elas tinham só a metade do corpo. Começaram a se arrastarem na minha direção, tentando pegar meu pé. Sai correndo dali. Voltei para aquele cômodo onde troquei de roupa. Havia uma pessoa ali, que me disse que os fantasmas e zumbis, só apareciam à noite na mansão toda. Durante o dia, só ficavam naquele quarto onde eu os tinha visto. Disse que nunca mais voltaria ali. Então esta pessoa disse que era só eu ir à missa domingo às 14 horas, que tudo acabava. Então disse a ele que iria domingo à missa com certeza. Sai dali dizendo que não via a hora de chegar domingo.

Sunday, January 9

ESTRADA DE FERRO NA MINHA CASA



Estava no meu quarto, deitado para dormir, quando ouvi o apito da locomotiva. Levantei, cheguei à porta do meu quarto e vi que a locomotiva vinha longe. Então abri a porta do meu quarto e abri também a porta do meu quarto, que dava para o que seria uma varanda. Mas não era uma varanda, e sim, outra saída. Abri as duas portas, para que a locomotiva pudesse passar. Fiquei imaginando que se eu não abrisse, ela bateria na porta, que já tinha sido feito para isto mesmo, mas poderia estragar. Sai do quarto, dizendo para meu pai que a locomotiva estava vindo. Fiz isto porque, os trilhos da locomotiva, passavam dentro de nossa casa. Os trilhos entravam pela sala, passando pela copa e entrando no meu quarto, saindo por aquela porta que seria da varanda. Então meu pai disse que a locomotiva não passava mais dentro de casa. Fui até La fora conferir, vi que os trilhos que vinha até nossa casa, tinha sido cobertos pelo asfalto. Entrei em casa e vi que na sala copa e meu quarto, eles ainda estavam lá. Perguntei meu pai, se a locomotiva não passava mais ali, porque ele não tinha tirado os trilhos de nossa casa. Ele então disse que era para lembrar os bons tempos em que a locomotiva passava ali dentro. Então fiquei lembrando, de quando ela apitava para a gente sair da frente e abrir as portas, para ela passar. Lembrei que muitas vezes, eu estava dormindo e ela passava pelo meu quarto. Então disse ao meu pai que aqueles tempos bons, bem que poderiam voltar.

MEDINDO A QUALIDADE DO AR



Estava num local, que seria uma empresa. Estava montando o aparelho para medir a qualidade do ar. Nisto chegou perto de mim, uma pessoas, me dizendo que se eu quisesse tomar café, era só ir até a sala do chefe. Ele me mostrou o caminho, que era só seguir por uma pequena estrada que acompanhava um galpão. Ele falava comigo e eu tentava não me segurar para não ficar rindo. Pois a tal pessoa era gaga. Depois que ele saiu, fiquei rindo e tentando entender, porque eu teria que tomar café tão distante, se tinha um escritório ali perto de mim. Então entendi que eu estava prestando serviço para o departamento de eletricidade da empresa, por isto, teria que ir tomar café naquele setor. Continuei montando o equipamento, até que terminei. Quando terminei, percebi que tinha montado o equipamento muito longe de onde eu iria medir a qualidade do ar. Fiquei tentando encontrar um jeito de levar o equipamento sem desmontar. Mas vi que não tinha jeito, teria que desmontá-lo e montar no local que faria a medição.

Saturday, January 8

DE VAN PARA O NOVO EMPREGO



Estava num local, que seria uma empresa que não sei qual. Havia um corredor. Estava na portaria desta empresa, cujo portão dava para este corredor. O porteiro estava sentado numa cadeira ao lado do portão. Estava lá eu e o “Dico”. A gente estava esperando o “Tarzan” um amigo nosso. O Dico cansou de esperar e foi atrás dele. Nisto, logo depois, o Tarzan chegou e me chamou para irmos embora. Disse que a gente precisava esperar o Dico. Mas ele disse que não esperaria e se eu quisesse, ficasse ali aguardando, porque ele iria embora. Decidi ir com ele. Ele entrou por uma trilha no meio do mato. Perguntei pra onde a gente estava indo. Ele disse que estava “cortando caminho”. Chegamos numa estrada onde havia uma “Van” nos esperando. Esta Van estava cheia de gente. Ela não tinha teto, apenas a armação de ferro do mesmo. Subimos nesta van e ficamos em cima da armação de ferro, porque não tinha outro lugar para a gente ir. A Van foi indo e passando por caminhos estreitos e cheio de poças de água. A água espirrava nos meus pés. O Tarzan disse que estava demorando muito. Disse que a Van iria levar um por um em casa e que a gente seria o último. O Tarzan então disse que a gente não iria para casa e sim, para uma empresa onde estava esperando por nós, porque a gente ia começar a trabalhar lá. Ele disse que tinha arrumado emprego para mim e ele lá. Então perguntei se não precisava fazer entrevista e estas coisas. Ele disse que o pessoal já conhecia a gente e era só assinar o contrato.

O NOVELO DE CORDÃO

Estava numa rua, onde havia um corredor que levava até onde seria o depósito de equipamentos da empresa onde eu trabalhava. Estava lá além de mim, o Gueds, o Fabrício, a mulher do Gueds, o Lucas e outra pessoa que não sei quem era. Fomos para este corredor até a sala de equipamentos. O Gueds procurava algo, e o Fabrício dizia que nada ali poderia ser pego. O Lucas levava algo pelo corredor, até o carro do Fabrício e voltava correndo. Nisto a mulher do Gueds, que carregava nas mãos duas coisas embrulhadas em papel de pão de cor alaranjado, ficou olhando ver se ninguém via, e pegou em cima da mesa, outro embrulho de papel de pão da mesma cor, e saiu rapidamente, para que ninguém a visse. Saímos dali e lá na rua, o Fabrício saiu com o carro levando o Lucas. Então o Gueds foi abrir o embrulho que a esposa dele tinha pegado. Quando abriu, vi eu era só um grande novelo de cordão. Perguntei para ele porque pegar aquilo, se não valia nada. Ele disse que o cordão pertencia a ele e que não deixaria nada de graça para ninguém.

O GALPÃO DE SALSICHAS



Estava num local. Neste local, havia um grande galpão todo coberto e de igual tamanho, uma parte descoberta. Fui indo pela parte descoberta, para pegar um carregamento de salsichas, que estava dentro de um caminhão, parado ali naquele pátio. Neste local, a gente só comia salsicha. Quando carregava os pacotes, deixei um cair. Ele estourou e saiu sangue de dentro do pacote. Um homem que vigiava a gente descarregar as salsichas ficou perguntando o que era aquilo. Então disse que já tinha acontecido aquilo antes. Disse que sempre vinha um pacote com sangue. O tal homem achou estranho e disse que iria investigar aquilo. Depois que tiramos do caminhão, fomos levar as salsichas para dentro do galpão. Ao chegar lá dentro, já havia várias pessoas comendo salsichas, nisto um disse que todos ali, os familiares tinham arrumado advogados, e que todos sairia dali por fiança. Então fiquei desesperado, pois eu não tinha familiar nenhum e por isto não teria advogado. Disse para quem estava ao meu lado, que seria o único a ficar. Que seria o mais velho dali, quando chegassem outros e assim, seria o chefe de todos, e isto não seria bom. Porque eu não queria ser chefe de ninguém. Saí do galpão, dizendo que aquilo não seria bom. E fui repetindo muitas vezes: __isto não é bom, isto não é bom...

Wednesday, January 5

A ESCOLHA



Estava numa rua larga, comprida e totalmente plana. O céu estava coberto com nuvens totalmente negras. Só que estas nuvens estavam a uns 5 metros de altura somente. Com isto, a rua estava muito escura. Havia uma divisão no meio desta rua, onde havia o começo de uma luz, que percorria toda a largura desta rua. Esta luz era parecida com a luz do entardecer. Sendo que daquele ponto em diante, ia clareando letamente. Do ponto para o outro lado, ia escurecendo cada vez mais e ficando totalmente escuro. Havia algum tipo de objeto voador, do tamanho de um fusca, que voava super velozmente, em toda extensão daquela rua. Passando do lado que ia clareando, para o lado escuro. Indo e voltando. Estava eu e mais algumas pessoas, no meio daquela rua. Os objetos que passavam velozmente passavam muito próximos da gente, sempre quando ia para o lado escuro. O vento que ele provocava sempre nos arrastava alguns metros para dentro da escuridão. E quando eles voltavam para o lado claro, eles iam por entre as nuvens e não passava perto da gente. Era muito rápido. Havia uns 5 objetos deste. Mal a gente se levantava, eles já vinham e arrastava a gente mais um pouco para da escuridão total. Eu já via a faixa de luz muito longe. Nisto veio um destes objetos, passando no sentido contrário. Isto é, quando passou perto de mim, passou me arrastando para o lado da luz. Da segunda vez que ele passou, ele me pegou, saiu me arrastando e me levou até lado que ficava além da faixa de luz. Mas mesmo assim, ainda estava muito escuro. Tinha que se andar muito naquela pouca luz, pois a claridade ia aumentando pouco a pouco, à medida que se avançava em direção a este lado claro. Enquanto um  objeto tentava me lavar  para o lado escuro, este outro me trazia para o lado claro. As outras pessoas já iam longe, no lado escuro e eu continuava ali na divisa da luz com a escuridão. Nisto o objeto que me ajudou, me arrastou mais um pouco para a luz, me deixando um pouco mais distante daquela divisão. E fui indo assim, um passava e o vento me deslocava para um lado, vinha o outro e me deslocava para o outro lado, só que eu sempre ia um pouco mais à direção da luz, do que na direção contrária. Até que fiquei fora do alcance dos objetos que me levavam em direção à escuridão. Nisto o objeto que me ajudava, parou e só ouvi uma voz dizendo: __ Agora é com você. Escolha para qual lado realmente quer ir.

O ATAQUE DO LEÃO

Estava no meio do mato, havia uma estradinha e várias árvores ao lago desta estradinha. Estava atrás de uma árvore, olhando um carro que estava num descampado.  Uma pessoa saiu correndo pela estradinha, gritando para eu trazer a corrente. Atrás desta pessoa, foi correndo um leão. Assim que sumiram na estradinha, fui arrastando uma corrente grande, que deveria ter uns 10 metros. Chegando ao lado do carro, deixei a corrente no chão. Depois fui dobrando ela no chão, em vão de um metro mais ou menos. Dizia que era para ir adiantando. Quando fazia isto, vi o leão vindo muito rapidamente pela estada, em minha direção. Entrei no carro e fiquei dizendo para mim mesmo, ter calma, fazer tudo sem “afobação”. Fechei a porta, o vidro e conferir a outra porta, que já estava com o vidro fechado. Com isto tinha certeza que o leão não entraria no carro. Deitei no chão do carro, na frente do banco do  carona e deitei o banco para frente, assim ele me esconderia. Quando fiz isto, vi que um buraco pequeno na porta, por onde eu pude ver o leão chegando. Tentei tapar este buraco com minha mão, para impedir que o leão me visse. Como vi que ficou tudo quieto, fui tentar sair de onde eu estava, quando dei de cara com o leão me olhando. A cara dele ficou a uns 10 centímetros do meu rosto. Vi que não tinha nada mais para fazer. Fiquei esperando que ele nada fizesse. Mas ele abriu a boca e me atacou.

SEQUESTRADO


Estava num local, que era um campo aberto. Havia um muro de pedra, destes parecido com os que os escravos construíam em fazendas. Meu pai estava ali, segurando uma mulher pelo pescoço, com um rifle, eu a uns 5 metros, com a perna machucada, pois tinha levado um tiro. Meu pai tinha seqüestrado eu e a tal mulher. A gente gritava muito para ele deixar a gente ir embora. Mas ele insistia que não. Ameaçava atirar na minha cabeça e na da tal mulher. A gente já estava todo machucado das torturas que ele fazia. Então decidi ir embora assim mesmo. Levantei, sai mancando e esperando levar o tiro pelas costas. Ele atirou.