Monday, August 20

NO CARTÓRIO PARA TROCAR O NOME


Estava com o Arizinho na rua, quando decidimos invadir o cartório de registro. Dentro deste cartório, havia algumas mulheres do lado de dentro do que seria um balcão. Só que este balcão era bem baixinho. Na frente deste balcão havia um banco comprido que ia do primeiro ao ultimo balcão. Quando invadimos, eu e o Arizinho sentamos em frente a uma destas mulheres para exigir que nosso nome fosse trocado. Esta mulher na qual nós sentamos a sua frente, era a Neusa, ex-mulher do Arizinho. Dissemos que só sairíamos dali depois do nosso nome ser trocado. Nisto um juiz de direito chegou para conversar com a Neusa. Ela então aproveitou que o juiz estava ali e ficou dizendo que a gente não precisava ter invadido nada, porque era só pedir que eles trocassem os nomes. Ela havia dito isto para que o juiz ao ouvir, colocasse a gente pra fora do cartório. Mas o juiz perguntou a ela se qualquer um podia mesmo trocar o nome. Ela disse que sim. O juiz disse que não sabia disto. A Neusa então trocou o nome do Arizinho. O Arizinho saiu e veio uma mulher com uma criança e sentou no lugar dele. Disse a ela que era minha vez. A Neusa então disse que mulheres com crianças tinham preferência. Então respondi que não adiantou nada eu invadir, se teria que respeitar as regras, teria entrado na fila.

Sunday, August 19

OS PODERES DO FUTURO


Estava em um corredor comprido e largo. O teto deste corredor era arredondado. Eu fugia de três pessoas. Uma mulher e dois homens. Eles já estavam me alcançando que cheguei ao final deste corredor e passei por uma porta. Ao passar pela porta entrei num local que parecia ser uma grande cúpula. Como esta cúpula era muito alta, usei meu poder de voar. Dei um pulo e sai voando. Mas eu conseguia voar só por alguns instantes e lago descia. A mulher que me seguia era muito rápida e conseguia me acompanhar correndo. Quando fui descendo esta mulher pulou em mim e ficou batendo com os pés na minha barriga como fazem os lutadores de karatê. Ao adquirir novamente forças, peguei os pés da mulher, a joguei longe e num salto voei novamente. Mas como sempre acontecia, não conseguia por muito tempo e descia outra vez. Nisto a mulher já vinha correndo atrás de mim novamente. Então gritei para ela que era impossível me vencer, que era para ela desistir. Ao chegar ao chão à mulher veio novamente me dando golpes de karatê. Quando adquiri força outra vez, sai voando e desta vez em direção ao corredor. Ao passar pela porta, os dois homens estavam com uma rede armada ali, só esperando eu tentar sair. Quando bati na rede e caí, os dois homens enrolaram a rede em mim e eu não conseguia escapar de lá. Nisto chegou a mulher, ficou de pé perto de mim que estava no chão enrolado na rede e disse que eu teria que aprender muito até conseguir vencê-la. Mandou os dois homens me carregarem e fomos saindo daquele corredor. Ela na frente e eu sendo carregado, enrolado na rede, pelos dois homens. Quando saímos do outro lado do corredor, vi uma cidade futurista. A cidade ficava no alto de pilastras com designe de varias formas. Ao pé de cada pilastra havia o que seria elevadores. Mas não havia nada físico. Ao encostarmos-nos a uma destas pilastras, a gente começava a subir. Era como se fossemos flutuando ou puxado por alguma força invisível. Chegando lá em cima, na cidade, a tal mulher mandou que estes dois homens me jogassem dentro de uma esfera que deveria ter uns dois metros de diâmetro. Quando me jogou lá dentro, a mulher disse que agora eu iria voltar para minha época e nunca mais deveria ultrapassar a barreira que separa o presente do futuro. Disse que eu não poderia viver no futuro. Que viver no futuro era só para os que tinham grandes poderes. Que o poder meu de voar por alguns instantes não representava nada.

ESPERANDO O PAPAI ACORDAR


ESTAVA CHEGANDO AO QUE SERIA UM HOSPITAL. AO ENTRAR, TINHA ERA UMA COBERTA DE TELHA DE AMIANTO, COM UMA PAREDE ATRÁS E ABERTA DOS OUTROS LADOS. DEBAIXO DESTA COBERTA HAVIA UMA MESA DE ARDÓSIA QUE DEVERIA TER UNS CINCO METROS DE COMPRIMENTO POR DOIS DE LARGURA. DE AMBOS OS LADOS MAIORES DESTA MESA, HAVIA DOIS BANCOS DO MESMO COMPRIMENTO. UM DE CADA LADO. EM CIMA DA MESA, DEITADO NA POSIÇÃO DA LARGURA DA MESA, HAVIA UM PACIENTE COBERTO. NO BANCO ENCOSTADO NA PAREDE HAVIA TRÊS ENFERMEIRAS. UMA FAZIA BORDADO. AS OUTRAS DUAS CONVERSAVAM. NO BANCO DE FRENTE ESTA O RICARDO COM A CABEÇA RECOSTADA NA MESA. FUI CHEGANDO TRAZENDO NA MÃO ESQUERDA UM MAÇO DE FLORES COM UMAS CINCO FLORES. NA MÃO DIREITA TRAZIA UM BOLO DE CHOCOLATE COM UMA VELA EM CIMA. O RICARDO AO VER-ME PERGUNTOU O QUE EU FAZIA ALI. DISSE QUE O PAPAI IRIA ACORDAR E EU ESTAVA ALI PARA ENTREGAR A ELE AS FLORES E O BOLO. O RICARDO DISSE QUE O PAPAI NÃO IRIA ACORDAR. ELE CONTINUAVA DORMINDO. ENTÃO DISSE QUE O JORGINHO HAVIA-ME DITO QUE ELE IA ACORDAR NAQUELE DIA. O RICARDO DISSE QUE ALI SÓ PODIA FICAR UMA PESSOA E QUE EU DEVERIA IR EMBORA, PORQUE A ENFERMEIRA IRA RECLAMAR DE EU ESTAR ALI. DISSE QUE NINGUÉM RECLAMOU E QUE EU FICARIA ALI ATÉ O PAPAI ACORDAR, PORQUE O JORGINHO NUNCA ERRAVA.

Saturday, August 18

TOMANDO SORVETE COM O ÔNIBUS PASSANDO


VINHA ANDANDO BEM NA BEIRA DE UM PASSEIO, RENTE A RUA. ESTAVA TOMANDO SORVETE EM UM COPO DE BOCA LARGA, GERALMENTE USADO PARA COLOCAR SORVETE MESMO OU CALDINHO DE FEIJÃO. FUI TOMANDO ESTE SORVETE NESTA BEIRINHA DO PASSEIO, SEMPRE OLHANDO PARA A VASINHA QUE EU SEGURAVA. RASPAVA A BEIRADA DESTE COPO, TIRANDO O SORVETE BEM AOS POUCOS E IA COMENDO. NÃO OLHAVA PARA FRENTE E NEM PARA OS LADOS, SOMENTE PARA DENTRO DA VASILHA DE SORVETE. UM ÔNIBUS PASSOU TAMBÉM RENTE AO PASSEIO, MUITO PRÓXIMO DE MIM. PASSOU LENTAMENTE ESPERANDO O SINAL QUE ESTAVA FECHADO, ABRIR. NISTO AS PESSOAS QUE ESTAVAM NO ÔNIBUS FICARAM PEDINDO PARA DAR UMA LABIDINHA EM MEU SORVETE. FIQUEI PENANDO COMIGO MESMO QUE EU NÃO OLHARIA PARA O ÔNIBUS E PARA NINGUÉM ALI DENTRO DELE. FUI PASSANDO BEM RENTE A JANELA DO ÔNIBUS, SEMPRE OLHANDO PARA DENTRO DA VASILHA DE SORVETE E IGNORANDO AS PESSOAS QUE ESTAVAM DENTRO DO ÔNIBUS.

Friday, August 17

O SUMIÇO DO BONÉ


VINHA POR UMA RUA ONDE SÓ HAVIA MUROS EM TODA SUA EXTENSÃO. NÃO VIA AS ENTRADAS DAS CASAS E NEM AS CASAS. SOMENTE A RUA E OS MUROS. ESTAVA ANOITECENDO. VINHA CHATEADO PORQUE ALGUÉM TINHA PEGO MEU BONÉ. NÃO CONSEGUIA ENCONTRÁ-LO. DEPOIS DE SAIR DESTA RUA COM MUROS, ENTREI EM OUTRA ONDE VI ALGUMAS PESSOAS. PERGUNTEI A ESTAS PESSOAS SE TINHAM VISTO MEU BONÉ. NENHUMA DELAS SABIA DELE. FUI INDO EMBOTA CHATEADO, DIZENDO QUE NÃO USARIA BONÉS.