Monday, December 10

VÔO 320 / PRIMEIRA PARTE

Estava em uma fila para entrar em um avião. Na verdade havia duas filas. Ia para Recife em Pernambuco. O avião estava a céu aberto e a gente também. A fila em que eu estava entrava pela porta dianteira do avião. A outra fila que ficava afastada uns vinte metros da nossa, entrava pela porta traseira. O avião estava em um desnível em que permitia que suas portas ficassem ao nível do chão. Estava nesta fila juntamente com mais seis irmãos meu. Na nossa frente deveria ter umas cinquenta pessoas. O avião tinha tres andares. A fila da porta traseira ia para o térreo do avião. A fila em que eu estava ia para o andar do meio e dava acesso para o andar de cima. Nisto chegou uma aeromoça em cada porta e começamos a entrar no avião. Algumas pessoas começaram a furar fila. Então disse para meus irmãos que se muitos furassem fila a gente não ia poder ir porque acabariam os lugares e teríamos que esperar o outro avião. Mas a gente acabou entrando. Quando acabei de entrar veio um homem correndo me chamando. Quando chegou perto de mim, me solicitou a autorização para embarque, dizendo que a aeromoça havia esquecido de pegar comigo. Disse a ele que nem sabia o que era aquilo. Eu carregava na mão um monte de papel todo desarrumado. Este homem pediu que eu procurasse nos papeis que estavam comigo. Ele disse que era um com uma assinatura que era um grande rabisco.
Fui passando os papeis até que ele viu um e pegou dizendo ser aquele. Havia outros papeis grampeados no que ele pegou. Perguntei a ele se eram todos aqueles e ele disse que sim e foi embora. Entramos nos avião e lá dentro, parecia uma casa muito grande sem os móveis. Nesta parte em que entramos as cadeiras para a gente sentar era sempre seis, uma ao lado da outra e sempre com outras seis na frente. Mas um conjunto destes ficava sempre bem longe do outro. Estas cadeiras eram de plástico, tipo aquelas que ficam em agências públicas de atendimento ao cidadão, para que estes aguardem sentados. Fomos para um conjunto de cadeiras destas que ficava do lado direito de onde entramos. Outro conjunto igual ficava na nossa lateral distante uns trinta metros mais ou menos. Na nossa frente havia uma janela panorâmica de uns cinco metros por dois. De frente para o outro conjunto de cadeiras tinha a mesma coisa. Então percebi que e agente estava dentro da asa do avião. A gente até podia subir para o andar de cima, mas preferimos ficar ali. Meus irmãos sentaram nas seis cadeiras de trás. Então tive que sentar na da frente. Perguntei se algum deles queria vir para frente, mas nenhum quis. Então disse que ficaria sozinho sem problemas. Mas chegou uma pessoa e sentou ali também. As cadeiras do outro lado da asa estavam todas desocupadas. 

continua...

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