Sunday, June 22

O RELÓGIO DOURADO DO MULTUNIVERSO






Estava no meu quarto do apartamento onde moro. 
Havia duas camas ali. Em baixo de uma cama, vi um relógio dourado, que nunca tinha visto. Em baixo da outra, vi uma chave de carro. Eu peguei a chave. Cheguei à janela do meu quarto, olhei lá em baixo, vi um homem encostado na parede de uma casa. Desci do meu apartamento, fui até o homem que estava encostado na parede e entreguei a ele a chave que havia pegado debaixo da cama. Ele que tinha que pegar o carro, encher o tanque e depois levar o carro ao local combinado. Dei a ele 100 reais, com o qual deveria abastecer o carro.
Este homem pegou o dinheiro e foi embora sem questionar nada. Voltei para meu quarto e comecei a subir as escadas, porém as escadas não tinham fim. Fiquei furioso com aquilo e instantaneamente me dei conta que estava à frente da porta do quarto.
Ao abrir, ao invés de estarem as duas camas, havia uma avenida enorme e vazia. Vi o carro que pedi para ser abastecido, parado na esquina. Fui ao encontro dele quando percebi que os prédios eram tortos, faziam ziguezagues impossíveis e perto de meus pés o relógio dourado.
Olhei as horas e eram 11 horas e 11 minutos. Achei estranho, porém, guardei o relógio no bolso e prossegui para o carro.
Chegando ao carro, lembrei que eu tinha que buscar o almoço. Mas como eu não tinha certeza se o restaurante estava aberto. Sai com o carro para ver se já tinham aberto. Quando sai, as ruas tinham apenas 3 metros de largura, a conta de um carro passar. Havia casas de um lado só, mas estas casas eram pequenas e só tinham a frente. Eu deveria ir reto, mas virei à direita indo ao sentido errado e fui subindo as ruas, já que uma rua ficava a uns 10 metros acima da outra, todas com 3 metros de largura e fachada de casas bem pequenas de um lado só. Nisto cheguei à última rua, então percebi que tinha ido para o lado errado. Então vi que não tinha trago às marmitas e que deveria voltar para buscá-las. Larguei o carro ali e fui a pé.  Fui indo por esta última rua. Pouco à frente vi três cachorros. Percebi que eles iriam correr atrás de mim, sai correndo. Eles começaram a me persegui. Mais à frente vi dois cachorros. Então imaginei que eles não iriam deixar os outros cachorros passarem por ali e assim eu passaria sem problemas. E isto aconteceu.
E finalmente entendi o propósito daquilo, o meu relógio dourado era o que controlava o tempo entre os mult-universos. Era por isso que ao mesmo tempo em que estava com fome, estava andando de carro, fugia dos cachorros, estava dormindo e fazendo infinitas coisas.
Mas aquela situação me deixava desconfortável e nem percebi que pequeninas aranhas subiam pelas minhas pernas. Não conseguia me mexer e elas tomaram conta de todo o meu corpo.
Quando estava quase morrendo sufocado, uma torneira se abriu no céu e uma enxurrada de água fria caiu sobre mim, me livrando das aranhas, mas devido à enxurrada, o meu relógio dourado foi indo embora pelo meio fio. Corri para pegá-lo, mas quanto mais eu corria, mais longe ele ficava.
Até que desapareceu num bueiro. E quando isto aconteceu me vi de volta em meu quarto. Mas não havia mais duas camas, e sim, somente uma. Fui até a janela e vi o carro lá em baixo, como se nunca estivesse saído dali. Corri para olhar em baixo da cama, qual foi minha surpresa.
Lá estava o relógio dourado marcando várias horas. Eram horas dos vários mult-universos, das várias situações que poderia fazer ou deixar de fazer. Fiquei emocionado com aquilo, pois sabia que minhas muitas vidas estavam fazendo coisas diferentes e assim eu seria uma pessoa completa.
Uma buzina tocou, era o carro lá em baixo me lembrando que estava atrasado para o trabalho. Corri feito louco e esqueci minha marmita. O carro estava sem gasolina.
Ei espera ai! Essa história parece que já tinha acontecido.
Ah, sei lá




Thursday, June 19

A CRIANÇA E OS SAQUINHOS DE PIPOCA DOCE






Estava em um local próximo a uma ponte e a nossa casa.
Estava carregando uma criança de colo e pedi ao Jorge para comprar dois reais de saquinhos de pipoca doce. Também pedi para ele comprar outros dois reais de pacotes de café solúvel. Dei a ele quatros reais em moedas, sendo que uma era de um real e as outras de dez centavos.
Fui andando perto desta ponte, que na verdade era bem baixa, tinha corrimão, tinha uns cinco metros de comprimento e um metro de largura e era em curva. Ela só servia para atravessar um pequenino riachinho.
Quando fui chegando perto da ponte o Jorge veio me entregar o que tinha comprado. Me entregou um saco grande cheio de saquinhos de pipoca doce. Tinha muita pipoca ali. Perguntei a ele como dois reais tinha comprado tanto saquinho de pipoca, pois ali deveria ter uns cem saquinhos. Ele disse que cada saquinho tinha custado só cinco centavos. Este saco que continha os saquinhos de pipoca estava rasgado em sua lateral, mais ou menos na parte do meio. 
Para carregar aquela criança de colo e o saquinho ao mesmo tempo, sem deixar que os saquinhos de pipoca caíssem, tinha muita dificuldade. Fui atravessando a ponte e fui em direção a nossa casa. Não deixei nenhum saquinho de pipoca cair. A criança que estava em meu colo, dormia recostado em meu ombro. Chegando em casa lembrei que tinha pedido ao Jorge para também comprar café solúvel e ele não tinha me entregado o café. Voltei para procurar o Jorge, com a criança dormindo em meu colo e carregando o saco que continha os saquinhos de pipoca doce.




Wednesday, June 18

A TATUADORA






Estava em uma rua quando uma garota se aproximou de mim. Ela era muito bonita.
Disse que era tatuadora e perguntou se eu não estaria interessado em fazer uma tatuagem. Não gostava de tatuagens, mas parecia que vendo a beleza dela, não conseguia dizer não. Assim fui até o local onde ela tatuava, que era em um edifício. Subimos até o andar dela e entrei em uma sala onde havia algumas pessoas e uma parte desta sala estava cercada por cortinas. Entrei nesta parte da sala cercada onde havia uma cama de solteiro. Sentei nesta cama e a tal mulher pediu para eu assinar o termo de responsabilidade em duas vias, confirmando que eu queria mesmo fazer a tatuagem. As duas folhas estavam em branco com os espaços para serem preenchidos. 
A mulher disse que eles iriam preencher com meus dados depois. Assinei as duas folhas, pois estava encantado com a beleza da mulher. Depois tirei a camisa e deitei nesta cama. Ela olhou meu peito e chamou um homem que estava ali para ver a pinta que eu tinha no peito. O tal homem olhou bem de perto e disse que a pinta tinha o formato do estado do Mato grosso. Ele saiu e entrou outro homem que ficou dançando ali na nossa frente. A tal mulher disse então para ele sair porque ainda não era para ele entrar. Algumas pessoas abriam aquela cortina e entrava e saiam dali, sempre conversando. A mulher que iria me tatuar, ficava fechando a cortina, mas sempre vinha outro e abria. Esta tatuadora subiu na cama, ficou em cima de mim, para tatuar o meu peito. Eu só conseguia ficar olhando para ela e sorrindo. 
Nisto vi que bem próximo da cama onde eu estava, tinha uma atendente e pouco mais a frente tinha outra. Então, parei de olhar para a mulher e reclamei que tinha pessoas observando eu fazer a tatuagem e não estava gostando disto. A mulher disse que não tinha problemas, mas eu não quis fazer a tatuagens com pessoas olhando e levantei da cama dizendo que iria embora. A mulher então pegou as duas folhas que eu havia assinado e que já estavam preenchidas dizendo que eu tinha assinado era uma nota de dívida. Em uma estava escrito que eu devia 48 reais e na outra eu devia 379 reais. Coloquei a mão no bolso de trás, para ver se minha carteira esta ali e se não tinham pegado ela. Estava com a carteira. Disse a eles que não pagaria nada e que estava indo embora. Quando fui sair, não tinha maçaneta na porta para abri-la. Um dos homens que estava ali disse que eu não sairia dali sem pagar. percebi então que tinha sido uma armação da mulher juntamente com aquelas outras pessoas. Fiquei procurando outra porta, mas não encontrava e não conseguia sair dali. Eu dizia que queria ir embora, mas eles diziam que sem pagar as duas notas, eu não sairia dali.



Saturday, June 7

ALÉM DO TEMPO E DA DISTÂNCIA






Estava na casa da minha mãe. 
Eu tinha doze anos e minha mãe estava bem nova. A gente ia caminhando pelo jardim e ela dizia que eu precisava crescer. Ela ia à minha frente. Parei e fiquei pensando como seria possível crescer mais rápido que se crescia normalmente. 



NO QUARTO DO HOTEL






Estava em um quarto de hotel, a trabalho,  com o Chiquinho.
Neste quarto tinha quatro camas de solteiro, mas o Chiquinho disse que só dormia em cama de casal. Então ele saiu do quarto e procurou outro. Neste outro quarto que ele foi, também tinha quatro camas de solteiro. Ele então juntou duas camas de solteiro para fazer uma de casal. Disse que iria ficar naquele quarto. Voltei para o quarto que tinha me hospedado.


TENTANDO LAVAR ROUPAS






Estava na área de serviço do meu apartamento. Estava lavando roupas.
Coloquei o Confort na roupa e pus a máquina para enxaguar. Mas a máquina começou a jogar a água fora sem bater para misturar o Confort. Eu tentava desligar a máquina, mas ela continuava jogando a água fora. Puxei a tomada, mas ainda assim a máquina não desligou. Assim que terminou, a máquina começou a centrifugar. Uma pessoa chegou perto de mim e eu disse a ela o problema que estava acontecendo. Ela disse que a máquina era assim mesmo, só fazia o que queria.


O BEZERRO E A MULHER






Estava em uma construção onde tinha um pátio e em volta desta uma construção com uma varanda percorrendo os três lados dela. Parecido com o pátio de uma escola.
Eu e o Fernando estávamos na parte dos fundos desta varanda que era cercada por uma parede que deveria ter um metro de altura e uma saída de frente a onde a gente estava. Na parte da varanda do nosso lado esquerdo tinha uma mulher com os cabelos todo desarrumado e embaraçado, que gritava muito com a gente. No pátio e um pouco distante de onde a gente estava, tinha um bezerro malhado. Este bezerro estava sentado. Ele estava assustado com os gritos da mulher que mandava este bezerro atacar a gente. Este bezerro estava com o pescoço bem esticado, assustado com tudo ali. 
Então O Fernando pegou um ovo de galinha e atirou em direção ao bezerro. O ovo espatifou bem na frente do bezerro que se assustou mais ainda e foi esticando seu pescoço e sua cabeça foi se transformando em cabeça de cobra. O bezerro continuava sentado e com a cabeça de cobra começou a gritar como um animal raivoso. A mulher mandava este bezerro atacar a gente. Então o bezerro com a cabeça de cobra gritou para a mulher para ela mesmo atacar, dizendo : __Ataque você! isto aos gritos. Então chamei o Fernando e fomos para a outra lateral da varanda, para sairmos dali, enquanto o bezerro discutia a tal mulher.



NA PONTE






Estava com o Fernando subindo por uma ponte que tinha a forma de "U" de cabeça para baixo.
Uma mulher que vinha próximo a gente, dizia que eu era verdadeiro e sincero. Dizia que gostava muito de mim.
Quando chegamos no ponto mais alto desta ponte que tinha a forma da letra "U" de cabeça para baixo, paramos porque ali era o ponto do ônibus que a gente tinha que pegar. Havia outras pessoas ali esperando o ônibus também. Esta ponte tinha a largura de um ônibus mesmo. Passando próximo de onde a gente estava e cruzando com esta, havia outra ponte em forma de "U" de cabeça para baixo também. O mesmo tinha do outro lado. havia algumas saídas desta ponte quando de sua subida. Assim, vimos um ônibus vindo e eu disse ao Fernando que não era o que a gente esperava. Este ônibus virou por uma destas saídas. Ficamos ali esperando pelo ônibus e a tal mulher não parava de dizer que gostava de mim por eu ser muito sincero e verdadeiro. 


PENDURADO EM ALTO MAR






Estava em um local que ficava mar a dentro.
Havia duas barras de ferro que vinham da costa até um ponto do mar que ficava distante desta. Não conseguia ver a costa. Estas duas barras de ferro estavam separadas uma da outra em mais ou menos um metro. Era ligadas uma na outra por barra de ferros também. Tipo cais do porto, sem aquelas tábuas que fazem o piso. Na ponta, que era perto de onde eu estava, havia uma barra de ferro unindo as duas barras que vinham da costa. Um metro mais ou menos, havia outra barra e um metro depois havia outra. O final destas duas barra eram em curva para baixo, de aproximadamente um metro descendo. Em cima destas barras de ferro havia uma tábua que deveria ter uns trinta centímetros de largura e tinha em toda extensão das duas barras que vinha da costa. Estas barras tinham uma altura de mais ou menos trinta metros. 
O Fernando, que deveria estar com uns dez anos,  estava em cima desta tábua e próximo a ponta da barra que ficava no mar. Ele se segurava como podia, com medo de cair. Eu estava ali também, só que pendurado na barra que unia as duas. Tentava ir para a tábua e não conseguia. Gritava para a Iara vir de barco me salvar, mas ela não ouvia. Acreditando não dar conta de segurar mais, dizia pra mim mesmo que iria soltar as mãos e cair para meu fim. Mas ainda insistia em gritar pela Iara que não vinha. Não conseguindo mais ficar pendurado ali, pensei novamente em soltar as mãos e dar um fim a tudo, pois não estava conseguindo. Numa última tentativa, dei um impulso e saltei para me segura na última barra que havia naquela ponta em curva. Depois balancei o corpo e consegui ir para a tábua onde estava o Fernando. Disse a ele para irmos devagarzinho e com muito cuidado, arrastando por aquela tábua, até chegarmos a costa.
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Sunday, June 1

A ESTRADA, OS CARROS E O HOMEM






Estava em uma alta montanha, que tinha mais ou menos a forma de um cone e onde passava uma estrada em zig zag rodeando aquela montanha. 
Estava em uma trilha de terra, quase no topo daquela montanha,que tinha entre aquela estrada. Nisto vi dois carros brancos vindo em alta velocidade. Eles não conseguiram fazer a curva e caíram. O primeiro carro caiu na estrada lá em baixo, batendo os quatro pneus no chão e assim ficando no sentido de contra mão. O segundo carro também caiu de pé, de lado para a frente do outro carro. Não aconteceu nada, apenas caíram ali e assim ficaram como se não tivesse acontecido nada. Fui descendo aquela trilha, para ir ver os carros, quando veio por trás de mim, um homem com armadura de ferro. Ele tinha uma espécie de mini-turbinas nos pés que o mantinha no ar. 
Em suas mãos havia um cano de uns cinquenta centímetros e na ponta uma serra circular que girava rapidamente. este homem veio em minha direção e tentou me serrar. Desviei dele e ele acertou uma árvore que tinha ali, cortando-a ao meio. Sai correndo, mas o tal homem veio em minha direção novamente e tentou me acertar outra vez. Consegui escapar e desci a trilha o mais rápido que podia e não vi mais o tal com serras na mão.



APAIXONE-SE