Saturday, April 13

A CIDADE DE AEROBRADORES / MG

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Vinha dirigindo meu carro por uma estrada de terra. Dentro do carro, no banco de trás, tinha uma pessoa que estava dormindo. Eu conversava com esta pessoa, mesmo sabendo que ela dormia. Dizia que já tinha estado naquela estrada e tinha visto outra que provavelmente levaria à alguma cidade. Fazia uma grande curva nesta estrada, que era cercada dos dois lados por um paredão de rocha. Depois que fiz a curva, vi uma bifurcação em "Y" e então lembrei que aquela era a estrada que tinha visto antes. Fui dirigindo por ela, quando vi dois meninos em uma bicicleta e parei ao lado deles para perguntar o nome da cidade que tinha no final daquela estrada. Eles disseram não saber o nome, mas era algo parecido com "Buguense". 
Continuei dirigindo até que cheguei à cidade. Vi que a cidade ficava do lado direito da estrada em que eu dirigia. Do lado esquerdo era um paredão de rochas. Fui dirigindo, passando pela cidade que tinha somente aquela rua, que era a estrada também. Quando cheguei ao final da rua, tive que voltar porque não havia ruas laterais. Ao fazer a manobra, vi que na casa do final daquela rua, tinha um fusca bege estacionado. A entrada das casas era como casas dos Estados Unidos. Não havia muro e nenhuma outra coisa a cercando e, na frente delas, havia o gramado. O fusca estava estacionando em cima deste gramado. Fui voltado quando vi à minha esquerda uma grande praça toda cercada de um paredão de rochas que deveria ter uns dois metros de altura somente. Entrei nesta praça, que era desnivelada, ficando na parte de cima. Nisto vi duas mulheres conversando e rindo muito. Fui com o carro até a parte baixa da praça e parei-o próximo ao paredão. Desci do carro e fui até aquelas duas mulheres que riam muito e perguntei o nome daquela cidade. Elas disseram que era "Aerobradores". Achei o nome muito estranho, então elas me explicaram que o nome era devido os cobradores que vinha de Brasília, e só podiam vir de avião porque não tinha como chegar ali de carro. Disse também que eles nunca conseguiam receber porque a cidade não pagava as contas de jeito nenhum. Então uma destas mulheres perguntou-me se eu dava um carona para duas pessoas. Disse que sim. Então um casal saiu de dentro de uma casa e a mulher já entrou no meu carro no banco da frente. O homem sentou no banco de trás. Fui entrar no carro e este saiu andando sozinho, se afastando de mim uns três metros. Fui até ele novamente e o carro fez a mesma coisa. As duas mulheres riam muito e disseram que o tal homem que entrou em meu carro tinha poderes de fazer qualquer carro, ser como um carrinho de controle remoto. Somente com a mente. Ele fez isto comigo umas quatro vezes, até que o carro ficou no conto daquele paredão. Então disse para as duas mulheres que eu também tinha poderes. Peguei o carro e o coloquei debaixo do braço e fui levando o mesmo até a estrada. Entrei no carro e sai dirigindo de volta.

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