terça-feira, 9 de julho de 2019

OS APARTAMENTOS





Estava saindo do prédio onde eu morava. A saída era por um longo corredor. Este prédio ficava aproximadamente na Rua Bahia entre as Ruas Goiás e Minas Gerais. Saí deste prédio e fui andando pelo centro e aproximadamente na altura da Rua Rio de Janeiro com Rua Paraíba vi um prédio e lembrei que tinha alugado um apartamento nele. 



Fui até lá para ver meu apartamento. Havia um corredor na entrada e no final dele tinha a portaria e naquele momento era uma porteira que estava lá. Fui até ela e disse que ia entrar para ver meu apartamento. Ela me perguntou qual era e eu disse que era o apartamento 34. Ai lembrei que não tinha trazido a chave daquele apartamento. Então disse para a porteira que ia até minha casa, que não ficava longe dali, buscar a chave e voltava depois.


Quando cheguei na entrada do prédio onde morava, fiquei pensando para que subir até meu apartamento novamente se eu poderia ver o outro apartamento depois. Decidi não subi e sai dali pensando que eu não lembrava de estar pagando o aluguel daquele outro apartamento. Na verdade eu nem imaginava porque tinha alugado ele se já estava morando em outro. Fiquei pensando quanto eu estaria devendo de aluguel. 
Fui andando pensando nisso e decidi ir comprar um pão de São José. Sabia que ele era vendido na Avenida Antônio Olímpio de Morais número 599. Fui descendo a Rua São Paulo e quando cheguei na antiga Estação Rodoviária, que ainda estava funcionando ali, fiquei pensando onde mais ou menos ficaria o número 599. 



Desci para dentro da Estação Rodoviária e lá vi o Cândido com uma papel, deste tipo A4, na mão. Ele estava dizendo para todos ali, o quanto aquela pessoa era boa. No papel que estava na mão dele, eu pude ler o que estava escrito, porque estava em letras bem grandes. Em cima estava escrito: De 1.690,00. No meio da folha havia umas quatro linhas escritas pequenas que eu não conseguia ler devido a distância que eu estava. E em baixo estava escrito também com letras bem grandes: Por 2 X 69,00.



O Cândido entrou numa destas prestadoras de serviços que tinha ali na Estação Rodoviária e lá dentro estava a mamãe. Aqueles valores eram referentes ao acerto do imóvel que minha mãe tinha alugado e estava entregando. O Cândido não cansava de elogiar a pessoa que tinha dado a ele aquele desconto tão grande. 



Então falei para o Cândido que eu precisava entregar o apartamento que eu tinha alugado e nem lembrava e também não lembrava de estar pagando os alugueis. Pedi a ele que tentasse conseguir o mesmo que conseguiu para minha mãe pra mim. Mas ele não me ouvia, ficava só falando do desconto que tinha conseguido.
Então fui embora dali para comprar o pão de São José. Fui em direção à Rua Minas Gerais. Saindo dali esbarrei em um homem e falei comigo mesmo que estava na direção errada. O tal homem pensou que eu estava falado com ele, me pediu desculpas por ter esbarrado em mim. Eu disse a ele que estava falando era comigo mesmo, pois queria ir na Avenida Antônio Olímpio de Morais no número 599 e tinha certeza que ficava na direção oposta a que eu estava indo. 


Então este homem disse que era só eu voltar. Mas eu disse a ele que preferia dar a volta no quarteirão que pagar o mico de dar meio volta. O tal homem entrou por beco que tinha no meio do quarteirão da lateral da Estação Rodoviária e eu continuei até a Avenida Getúlio Vargas, com intensão de ir até a Rua Minas Gerais e depois voltar na Avenida Primeiro de Junho. 

Tudo isso só para não dar meia volta, porque para mim era mico fazer isso





Conheça o estado de Goiás 


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