Tuesday, December 11

VÔO 320 / PARTE FINAL

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Deixei meus papeis em cima da cadeira e sai dali andando pelo avião. Fui em direção ao outro lado da asa, pois a saída era no meio, que era o corpo do avião. Mas era tudo muito largo, como se fosse uma casa sem paredes. Andando no que seria o corpo do avião e indo em direção a calda, encontrei com a Nathália sentada em uma fileira de cadeiras que tinha ali e ficava de lado em direção a  frente do avião. Na cadeira do lado dela tinha vários lápis de cor. Eram gigantes, de uns cinquenta centímetros mais ou menos e de todas as cores. Perguntei o porquê daqueles lápis e ele disse que era da amiga dela que estava viajando com ela. Voltei para o meu lugar e vi meus irmãos debruçados em um parapeito que tinha atrás das cadeiras onde a gente estava sentado. Este parapeito era para impedir que alguém caísse no andar de baixo, que tinha uma parte, esta parte, descoberta. Ali havia várias árvores plantadas, estas árvores tinham um metro de altura mais ou menos e eram palmeiras. Elas ficavam um metro mais ou menos distante uma das outras e deveriam ter umas seis palmeiras ali. Meus irmãos olhavam uma que estava tremendo.
Debrucei sobre este parapeito para também ver o que estava acontecendo. Nisto vi uma palmeira que ficava tremendo, como se estivesse sentindo frio. Algumas pessoas lá em baixo estava olhando esta palmeira e ficavam dizendo "que dó". Então vi que ali também tinha alguns tubos que saiam do chão até uma altura de uns cinquenta centímetros e deveria ter uma polegada de diâmetro. O que eu vi eram uns cinco tubos destes. A cada cinco segundos mais ou menos, soprava da boca destes tubos, ar com vapor de água. Perguntei para que servia aquilo. O Vitinho então disse que era para a gente respirar. A água era para umidificar o oxigênio que vinha daquelas palmeiras ali. Perguntei então que para a gente respirar dependia das palmeiras plantadas ali. Ele disse que sim e uma delas estava doente, mas a aeromoça já estava lá cuidando dela. Então perguntei se quando a gente estiver lá em cima e acabar o oxigênio, daria tempo da gente descer para respirar. O Vitinho disse que não sabia. Então fiquei imaginando a cena do avião lá em cima, todas as palmeiras tremendo e faltando oxigênio. Eu querendo respirar e não conseguia.
Então voltamos para nossas cadeiras. Fui ai que lembrei que a Nathália havia me dito que o avião iria atrasar nove horas. Falei para meus irmãos sobre este atraso. Eles perguntaram se a gente ia ficar ali dentro este tempo todo esperando. Disse que não. Eles iam levar a agente para uma fazenda para aguardar o horário de embarque novamente. Mas que seria tudo por conta do dono do avião. Um dos meus irmãos disse que eles não iriam gastar tanto dinheiro com todas aquelas pessoas. Então fui fazer as contas. Disse que cada passagem custou 1.600,00 reais. Dez passagens seriam 16.000,00 reais. Cem passagens seriam 160.000,00 reais. Perguntei quantas pessoas tinham no avião. O Vitinho disse que deveria ser umas 200 ou mais. Então falei que só ai seriam 320.000,00 reais. O que ele fosse gastar na fazenda não era nada. Ele ainda lucrava muito dinheiro. Sentamos nas cadeiras e ficamos esperando alguém mandar a gente sair dali. Mas ninguém apareceu.

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