Tuesday, November 24

O SILÊNCIO NA VESPERA DE NATAL

Estava no edifício que tinha seis andares. Este seis andares eram de um apartamento só. Interligados por escadas internas. Como se fosse uma casa, só que de seis pavimentos. Sabia que tinha que subir no terraço deste prédio, pelo lado de fora. Sabia também que era dificílimo. Havia várias pessoas ali, mas todas estavam de cabeça baixa. Tocava uma musica ao longe, uma musica bem suave. Parecia que estava acontecendo um velório, onde havia um silêncio total, que era quebrado apenas pela música que vinha de longe. Estava no último andar. Havia uma mulher deitada numa cama de casal, com um homem. Esta mulher era a amante dele. Eles levantaram e saíram descendo as escadas, bem lentamente. Fui acompanhando os dois. Eles paravam perto das pessoas, não diziam nada. Apenas ficavam olhando. Entendi que este tal homem estava indo embora com a tal mulher, que seria sua amante. Paramos diversas vezes, sempre perto de uma pessoa. Quando chegamos ao primeiro andar, havia um corredor grande. Quase no final deste corredor, havia uma mulher, que também estava de cabeça baixa. Este homem então saiu lentamente em direção aquela mulher, deixando eu e sua amante ali, esperando. Ele parou em frente a tal mulher, ficou olhando e depois, abraçou sua cintura e os dois foi indo embora. Ele havia decidido ir com a esposa embora, deixando à amante. Nisto alguém gritou: __Venceu o amor verdadeiro__
Então, peguei uma sacola com quatro pães de sal e sai correndo, subindo as escadas. A tal mulher que era amante, veio correndo atrás de mim. Nisto vi que um bezerro malhado, vinha correndo atrás de nós também. Então disse para a tal mulher, que eu não queria aquele bicho vindo atrás, que eu não gostava de bezerro. Ela então segurou o tal bezerro numa das escadas. Quando cheguei no que seria o ultimo andar, sai do lado de fora da janela. Havia um imenso portão, que vinha do chão até esta altura do sexto andar. Subi neste portão, que era feito de grade, para acessar o terraço. Quando cheguei ao terraço com a sacola de pães, a joguei ali. Depois fiquei pensando que tinha levado o pão cedo demais. Que eu sempre comprava no final da noite para que de manhã ainda estivesse bom. Mas nem tinha anoitecido ainda, e que o pão ficaria velho. Depois pensei que eu compraria outro, caso achasse que ficaram velhos. Então fui descendo dali, porque era véspera de natal, e precisava estar dentro daquela casa até a meia noite.

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