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O BERÇO NA PORTA



Estava indo por uma rua, até que cheguei ao final dela, onde havia algumas crianças brincando na porta de uma casa, e o Segundinho sentado cantando: “Vamos subir Galôoooo, vamos subir Galôoo.” Se referindo ao clube Atlético Mineiro. As crianças ficavam gritando “Cruzeiiiro”. Entrei na casa e a dona Judith estava lá dentro. Ela me deu um punhado (mão cheia) de bombinhas. Quando peguei as bombinhas, elas começaram a ficarem vermelhas e prontas para explodirem. Então joguei todas no chão e gritei que iam explodir. Nisto a dona Judith saiu pegando as bombinhas, dizendo que era assim mesmo e que nada iria explodir. Enquanto ela pegava as bombinhas, vi que havia um berço, tipo Moisés, afixado no portal da porta de entrada para a cozinha. Ele estava preso de um lado só, deixando pouco espaço para alguém passar. Eu passei porque sou bem magro. Ao passar, vi dentro deste berço um bebê que dormia. Peguei uma garrafa de coca cola de dois litros, que estava com água, para eu beber. Quando fui tentar beber a água, ali perto do bebê, o Segundinho tentava entrar na cozinha. Mas ele é meio gordinho e não conseguia passar pelo berço preso na porta. Ele esforçava muito para passar e começou a entortar o tal beco, para cabê-lo. A criança então começou a chorar. Mas o Segundinho conseguiu passar.

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