Monday, December 31

O FIM DO MUNDO

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Estava chegando a uma cidade, vindo a pé, quando vi que as pessoas corriam de um lado para outro, porque seria o fim do mundo. Estas pessoas haviam colocado fogo em todas as casa e construções. Já de longe eu via a cidade parecendo muito iluminada, mas era o fogo. Quando cheguei dentro da cidade mesmo, vi que este fogo só pegava em volta das casas, prédios e construções e iam somente até uma altura de uns dois metros. Dentro das construções o fogo não pegava. Embora todas as construções estivessem pegando fogo, eu não sentia calor. Fui andando pela rua com as pessoas gritando que era o fim do mundo. Cheguei a uma pontinha que só passava gente e ligava o centro da cidade a um bairro, onde também tinham colocado fogo em todas as construções. Toda a cidade estava em chamas. Havia algumas pessoas na cabeceira desta pontinha impedindo que qualquer pessoa viesse a passar, porque era o fim do mundo. O rio que passava debaixo desta pontinha parecia ser lava de vulcão, mas entendi que a cor vermelha deveria ser devido o fogo que haviam colocado nas casas e estava escorrendo para o rio. Havia outras pessoas ali tentando atravessar aquela ponte. Fiquei tentando convencer os dois homens que impediam alguém de passar, que o mundo não ia acabar. Que era tudo uma brincadeira que alguém tinha feito. Fiquei falando com ele até que eles deixaram a gente passar e foram com agente também. Quando chegamos ao meio da ponte, olhei para baixo e vi que era lava de vulcão que estava passando no lugar do rio. Nisto a ponte quebrou no meio e todos nós caímos. Quando fui aproximando da lava, senti muito calor e ao bater na lava......

Sunday, December 30

ENSACANDO BATATAS E VELEJANDO NO LAGO


--> Estava em um local onde estavam ensacando batatas. Eram batatas inglesas. Só que os sacos eram do tamanho dos que comumente ensacam batatas, mas eram feitos de plástico. Estava perto da máquina que estava ensacando estas batatas. Porém, este saco era aberto de ponta a ponta, ficando comprido, preso apenas pelo fundo. Ao passar num certo ponto da máquina, caiam batatas somente na metade deste saco e a maquina trazia a outra metade para cima das batatas e fechava o saco a vácuo. Ficando as batatas totalmente presa e não se mexiam. Mas só ficavam aquelas batatas, nenhuma ficava em cima da outra. Dois homens iam pegando as batatas já ensacadas e iam empilhando. Eles pegavam como se pegam um quadro de pintura. O empacotamento a vácuo tornava o saco plástico firme e ele não se dobrava.
Da pilha de batatas que estavam empilhando, outro homem pegava e colocava em um caminhão. Sai dali, entrei em um carro e fui dirigindo até um local onde dois carros arrastavam um barco. Disse para o dono do barco que poderia ter me chamado que eu ajudaria a arrastar o barco também. O barco estava sendo arrastado em cima de um gramado. Ele disse que não tinha me encontrado. Sai dirigindo o carro e fui indo por uma estrada de terra descendo um morro até que cheguei num grande lago. Quando cheguei ali aquele homem do barco já estava velejando no lago.

Saturday, December 29

OS CACHORRINHOS DE ESTIMAÇÃO DA BACTÉRIA

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Estava em meu quarto sentado na cama, quando comecei a sentir algo me incomodando dentro do meu braço, no local conhecido como batata do braço. Aquele local quando a gente dobra o braço e mostra para provar que eh forte. Parecido quando o músculo fica tremendo involuntariamente, só que do lado de dentro. Encostei meus olhos neste local onde tremia e pude ver dentro do meu braço, mais precisamente dentro de uma célula. Dentro desta célula vi que uma bactéria que tinha ali, estava brincando com o que seriam seus dois cachorros. Estes cachorros tinham a forma de uma cota de água, parecidos com girinos de sapo sem a calda. Tinham olhos, nariz e boca, mas não tinham pernas. Ficavam dando pulinhos e rolando para a bactéria, que seria sua dona. Eles pareciam ser filhotes. A bactéria arrancava um pedaço de minha célula e dava para eles comerem, toda vez que eles pulavam e rolavam como se fosse um prêmio pelo que faziam. Quando a bactéria arrancava um pedaço de minha célula era o momento em que eu sentia o músculo tremer. Fiquei pensando comigo mesmo o fato da bactéria estar vivendo na minha célula ainda cria cachorro lá dentro. Afastei os olhos do braço e sai dizendo para mim mesmo que deixaria pra lá, pois cada um tinha o animal de estimação que quisesse.

Friday, December 28

A CASA DENTRO DA CASA

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Estava em um local que parecia ser um final de rua. Estava anoitecendo. Precisava voltar para o que seria minha casa. Só que minha casa ficava dentro da casa do Segundinho. Então fui voltando e quando fui entrar na casa, tinha que entrar na casa do Segundinho, pois não tinha outra maneira. Mas eu não queria que ele me visse. Quando fui entrando vi o segundinho saindo por um portão lateral que dava na casa do pai dele. Aproveitei este instante e entrei na casa e lá dentro entrei na minha casa que ficava bem no meio da sala da casa do Segundinho, que era muito grande. Minha casa era pequena, quadrada e tinha somente quatro cômodos. O quarto, o banheiro, a cozinha e sala. Não tinha janelas, somente a porta de entrada. Quando entrei, ou barulho de água lá fora da casa do Segundinho. Voltei e vi que alguém estava lavando sua casa e a água, que estava avermelhada, vinha passando na porta da casa do Segundinho. Reclamei comigo mesmo o fato das pessoas lavarem suas casa e jogarem a água suja na porta da casa dos outros.

Friday, December 21

A MINI VAN TOWNER

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Estava parado dentro de uma mini van daquelas da antiga montadora Ásia Motors, conhecida como Towner. Estava em frente a um posto numa avenida tinha seis pistas, três de cada lado. Estava parado na segunda pista. Todos os carros que passavam ali eram exatamente iguais. Todos eram mini vans Towner e todos da mesma cor. Como se só existisse aquele carro e daquela cor.  Só que a gente dirigia do lado contrário da pista, como no Reino Unido. Porém o volante do carro continuava do lado esquerdo. Estava dentro desta mini van com a porta aberta e assim que desci vi que um carro, igual ao meu claro, porque todos eram iguais, vinha na pista em que o meu estava parado. Vinha devagar. O motorista estava conversando com alguém do lado e não via que eu estava parado no meio da pista. Quando ele viu, ele desviou para outra pista, mas não foi o suficiente. O pára-choque de seu carro raspou no pára-choque do meu. O motorista desceu do carro e veio reclamar comigo dizendo que eu tinha freado bruscamente. Disse a ele que estava parado ali há muito tempo, porque estava sem as chaves do carro. Ele continuou reclamando e eu fui indo embora dizendo que ele deveria pagar o conserto, pois ele estava errado. Fui indo em direção ao posto para pegar a chave que eu havia deixado com o frentista. Como não o encontrei no posto fui até uma usina siderúrgica que tinha depois do posto, pois disseram no posto que ele estivesse lá. Andei dentro da siderurgia e depois sentei em uma mesa que tinha na oficina mecânica desta siderurgia, para esperar pelo frentista. Fiquei ali olhando os funcionários trabalharem. Resolvi ir embora e para sair daquela oficina, tinha apenas uma estreita passagem. Ao passar, quase derrubei o que um funcionário estava polindo. Era uma espécie de copos decorados. O funcionário reclamou comigo dizendo que se caísse iriam quebrar. Pensei então que não conseguiria trabalhar ali e todos os dias e ter que passar por aquela fresta sem  derrubar nada. Quando fui saindo percebi que estava sem meu boné. Como teria que passar pela fresta pra ir buscá-lo, decidi deixá-lo por lá. Fui embora em direção ao meu carro, quando vi que a prefeitura, provavelmente, arrancou parte do asfalto nas pistas que ficam à direita e à esquerda onde meu carro estava parado, para conserto da pista. Como faz quando a muitos buracos.  Esta parte que arrancaram do asfalto deveria ter uns 10 metros de comprimento e uns dois metros de fundura. Nisto vi conversando na porta de uma loja, o frentista que eu procurava. Quando ele me viu, veio em minha direção dizendo que estava me procurando para entregar a chave. Ao me entregar a chave, disse que era para eu retornar com o carro, pois logo à frente estava tendo uma blitz. Quando fui caminhar em direção ao carro, alguém saiu com ele. Saiu e fez o retorno e foi indo embora. Estava passando muitos carros na direção oposta em que o meu estava. Como todos eram iguais não consegui saber qual seria o meu para tentar correr atrás. Virei para o frentista e disse que depois de tanto trabalho havia perdido o carro. Fiquei olhando para aquela larga avenida vendo os carros passarem sem poder fazer nada.

Friday, December 14

O CACHORRO PEDINDO "COLINHO"

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Estava em uma casa onde acontecia uma festa. Havia muitas pessoas nesta casa, inclusive alguns de meus irmãos. As pessoas conversam e riam muito, como numa festa mesmo. Havia ali um  pequeno corredor que deveria ter no máximo dois metros de comprimento com parede ao fundo, na lateral esquerda deste corredor havia uma porta que era do banheiro. O Vitinho estava encostado na parede no final deste corredor com um copo na mão, tomando coca cola. Queria ir ao banheiro e fui até ele para ver se estava desocupado. A chave da porta estava na fechadura do lado de fora, indicando que não havia ninguém lá dentro. Tirei a chave e entrei. Quando fui fechar a porta o Vitinho entrou também. Pedi a ele para sair porque eu não ia ao banheiro com ninguém me olhando. Ele saiu. O banheiro era pequeno, deveria ter uns tres metros por dois. Assim que fechei a porta vi outra pessoa dentro do banheiro. Falei que assim não dava, não conseguia ir ao banheiro sem ninguém ficar olhando. A pessoa abriu a porta  e saiu. Fiquei imaginando com ele tinha entrado e como tinha aberto a porta se eu a tinha fechado com a chave. Fechei a porta novamente e quando me viro vejo o Tonhão, meu irmão, encostado na parede perto do espelho. Desisti de ir ao banheiro e fui escovar os dentes. O Tonhão estava me olhando. Pensei que não podia nem escovar os dentes sem que ninguém me olhasse. Nisto vi que perto do Tonhão havia outra porta. Então decidi sair por ela. Esta porta dava em uma pequena escada que descia um metro mais ou menos e dava em uma garagem. Esta garagem deveria ter uns cinco metros de largura por uns tres de comprimento. A frente dela era toda de grade. Ao lado da escada, separado um metro mais ou menos havia uma rampa de um metro. Assim entre a escada e a rampa ficou um quadrado de um metro por um mais ou menos. Era noite e estava chovendo muito. 
A garagem estava totalmente escura. Olhando para fora pude ver que esta casa era de contra-esquina. Do outro lado da rua em uma esquina e debaixo da marquise, havia no mínimo uns vinte cachorros mais aqueles bichos do filme Madagascar. O Leão, a Zebra, o Hipopótamo e a Girafa. Os cachorros eram cachorros mesmo já os bichos do filme eram desenhos. Ao fazer um barulho para me deitar naquele espaço entre a escada e a rampa, os cachorros vieram todos correndo até a garagem. Juntos vieram os bichos do filme Madagascar. Eles se movimentavam ao mesmo tempo na mesma velocidade, como se estivessem unidos. Os cachorros mais o Leão e seus amigos, chegaram à grande desta garagem, mas devido à escuridão não conseguiam ver lá dentro. Eu não queria abrir a garagem porque não caberiam todos ali. Então voltaram para debaixo da marquise do mesmo jeito que vieram, todos de uma vez e na mesma velocidade. Estava com muito sono e não conseguia abrir os olhos direito. Deitado e encolhido naquele pequeno espaço, puder ver com os olhos pouquíssimo abertos e entre os meus cílios, os animais deitados debaixo da marquise para se protegerem da chuva que era muito forte. Eu não conseguia me mexer de tanto sono. Nisto a porta da escada abriu novamente e os bichos com os cachorros, vieram correndo novamente até a garagem. Fiquei quietinho para não me virem. Assim eles retornaram para debaixo da marquise. Então pude ver o que tinha entrado ali era um cachorro grande, preto que ficou sentado aos meus pés. Depois que os bichos voltaram para debaixo da marquise, este cachorro veio para perto do meu rosto, fazendo aquele ruído que cachorro faz quando quer alguma coisa da gente e dizia neste murmúrio, "colinho"! "colinho". Quando o cachorro fazia este ruído de quando quer alguma coisa, saia a palavra "colinho", o que eu entendia era que ele queria que eu o pegasse no colo. Então, de olhos fechados porque estava com sono demais, disse que não tinha nada de colinho, que eu queria dormir e não ia pegar cachorro nenhum no colo. "Mas o cachorro continuou dizendo "colinho" " colinho", Então disse que não ia nem responder. Então o cachorro foi se acomodando junto a mim e ficou deitado encostado em mim com a cabeça em minha barriga. Ai dormi.

Wednesday, December 12

O CACHORRO E O FRANGO DESAPARECIDO

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Estava em um local que parecia ser uma lanchonete. Mas ali havia um sofá e vários outros objetos amontoados num canto. Havia um balcão e atrás deste balcão tinha um moço que deveria ser o atendente. Havia outra pessoa sentada em um banco desta lanchonete, só que afastado do balcão. Fui até este moço e disse a ele que estava ali para fazer empadas de frango. Disse que precisava do frango que estava cozido para desfiar. Ele pegou uma bandeja de alumínio, tipo marmitex, só que retangular. Dentro dela tinha um peito, uma asa e uma coxa de frango. Pedi a ele que esquentasse o frango porque estava frio. Falei que era só colocar no micro ondas. Ele disse que não tinha micro ondas. Só tinha forninho elétrico. Disse a ele que era melhor ainda, porque a vasilha era de alumínio e não podia ir ao micro ondas. Ele então esquentou o frango no forninho elétrico, me entregou juntamente com uma caixa de madeira de meio metro quadrado aproximadamente, cheia de caldo de frango. Com dificuldades levei esta caixa com o caldo de frango e o marmitex com frango até aquele sofá que tinha ali e coloquei tudo em cima dele. Nisto percebi que o caldo de frango estava diminuindo de volume. Como se a caixa estivesse furada. Fui olhar, mas não vi nada. Fui pegar o frango e vi que estava faltando o peito de frango. Fui procurar pelo peito de frango e vi que o caldo já tinha desaparecido completamente da caixa. Então vi que a caixa tinha um furo no centro e o caldo havia sido absolvido pela espuma que tem no sofá, restando dentro daquela caixa apenas pequenos pedacinhos de frango que tinha misturado naquele caldo. Quando fui pegar o restante do frango, vi que já não havia mais nada ali. Então vi um pequeno cachorro ali perto do sofá, olhando para mim e lambendo a boca, como quem tivesse acabado de comer. Percebi que o cachorrinho tinha comido todo o frango e ainda queria mais. Como não tinha mais como fazer empadas, fui embora dali e o cachorrinho foi me seguindo.

E SE EU COMPRASSE?

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Estava chegando ao que seria a casa da minha mãe. A rua era muito larga. Passei direto da casa da minha mãe e depois de andar uns trinta metros mais ou menos, cheguei a uma vala que tinha uns cinquenta centímetros de fundura por uns quatro metros de largura e de comprimento não sei precisar. Dentro desta vala funcionava o supermercado ABC, Só que em céu aberto, como se fosse uma feira livre. Olhando a gôndola de laranjas, vi ao lado desta, algumas mulheres cortando frango e ensacando os pedaços e colocando em outra gôndola. Uma destas mulheres perguntou se eu queria levar frango. Disse que não e continuei olhando as laranjas. Quando fui saindo dali, outra mulher que também cortava frango, disse que depois que trocaram o gerente, eu só entrava ali para comprar laranjas. Sai daquela vala para o outro lado pensando comigo mesmo, que eu nem sabia quem era gerente do supermercado quanto mais se haviam mudado de gerente. Havia ali do outro lado um banco tipo estes que ficam em estações ferroviárias. Sentei neste banco e fiquei imaginando se eu comprasse todos os supermercados ABC. Imaginei chegando naquele supermercado dizendo que eu tinha comprado e que eles me veriam ali todos os dias. Mas nada ia mudar. Tudo ia continuar como antes. Imaginando em pé ali, olhando o supermercado que então seria meu, tive meu pensamento interrompido pelo Cândido que me gritou do portão da casa da minha mãe. Ele estava com uma criança que deveria ter uns tres anos. Levantei e ele então disse que iria me esperar na sombra do muro. Disse que era para eu colocar o boné, para ele saber que era eu. Então atravessei aquela vala correndo e fui até a casa da minha mãe. Quando abri o portão vinha saindo umas seis pessoas de gravata e paletó nos ombros. Fiquei pensando o que estariam fazendo aquelas pessoas ali. Quando eles sairam, e eu entrei, vi que minha mãe tinha transformado o alpendre de nossa casa em um pequeno restaurante de comida caseira. Havia ali uma grande mesa onde meu pai estava sentado à cabeceira e na lateral tinha tres crianças, todos almoçando. Minha mãe estava de pé do lado do meu pai e falava muito. Não entendia o que ela dizia. Então disse a minha mãe que tinha ido ali só para pegar o boné e já estava indo embora. Pedi benção a ela. Ela respondeu e continuou falando com as crianças. Falava rapidamente e sem parar. Sai dali e fui encontrar com o Cândido na sombra do muro.

Tuesday, December 11

VÔO 320 / PARTE FINAL

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Deixei meus papeis em cima da cadeira e sai dali andando pelo avião. Fui em direção ao outro lado da asa, pois a saída era no meio, que era o corpo do avião. Mas era tudo muito largo, como se fosse uma casa sem paredes. Andando no que seria o corpo do avião e indo em direção a calda, encontrei com a Nathália sentada em uma fileira de cadeiras que tinha ali e ficava de lado em direção a  frente do avião. Na cadeira do lado dela tinha vários lápis de cor. Eram gigantes, de uns cinquenta centímetros mais ou menos e de todas as cores. Perguntei o porquê daqueles lápis e ele disse que era da amiga dela que estava viajando com ela. Voltei para o meu lugar e vi meus irmãos debruçados em um parapeito que tinha atrás das cadeiras onde a gente estava sentado. Este parapeito era para impedir que alguém caísse no andar de baixo, que tinha uma parte, esta parte, descoberta. Ali havia várias árvores plantadas, estas árvores tinham um metro de altura mais ou menos e eram palmeiras. Elas ficavam um metro mais ou menos distante uma das outras e deveriam ter umas seis palmeiras ali. Meus irmãos olhavam uma que estava tremendo.
Debrucei sobre este parapeito para também ver o que estava acontecendo. Nisto vi uma palmeira que ficava tremendo, como se estivesse sentindo frio. Algumas pessoas lá em baixo estava olhando esta palmeira e ficavam dizendo "que dó". Então vi que ali também tinha alguns tubos que saiam do chão até uma altura de uns cinquenta centímetros e deveria ter uma polegada de diâmetro. O que eu vi eram uns cinco tubos destes. A cada cinco segundos mais ou menos, soprava da boca destes tubos, ar com vapor de água. Perguntei para que servia aquilo. O Vitinho então disse que era para a gente respirar. A água era para umidificar o oxigênio que vinha daquelas palmeiras ali. Perguntei então que para a gente respirar dependia das palmeiras plantadas ali. Ele disse que sim e uma delas estava doente, mas a aeromoça já estava lá cuidando dela. Então perguntei se quando a gente estiver lá em cima e acabar o oxigênio, daria tempo da gente descer para respirar. O Vitinho disse que não sabia. Então fiquei imaginando a cena do avião lá em cima, todas as palmeiras tremendo e faltando oxigênio. Eu querendo respirar e não conseguia.
Então voltamos para nossas cadeiras. Fui ai que lembrei que a Nathália havia me dito que o avião iria atrasar nove horas. Falei para meus irmãos sobre este atraso. Eles perguntaram se a gente ia ficar ali dentro este tempo todo esperando. Disse que não. Eles iam levar a agente para uma fazenda para aguardar o horário de embarque novamente. Mas que seria tudo por conta do dono do avião. Um dos meus irmãos disse que eles não iriam gastar tanto dinheiro com todas aquelas pessoas. Então fui fazer as contas. Disse que cada passagem custou 1.600,00 reais. Dez passagens seriam 16.000,00 reais. Cem passagens seriam 160.000,00 reais. Perguntei quantas pessoas tinham no avião. O Vitinho disse que deveria ser umas 200 ou mais. Então falei que só ai seriam 320.000,00 reais. O que ele fosse gastar na fazenda não era nada. Ele ainda lucrava muito dinheiro. Sentamos nas cadeiras e ficamos esperando alguém mandar a gente sair dali. Mas ninguém apareceu.

Monday, December 10

VÔO 320 / PRIMEIRA PARTE

Estava em uma fila para entrar em um avião. Na verdade havia duas filas. Ia para Recife em Pernambuco. O avião estava a céu aberto e a gente também. A fila em que eu estava entrava pela porta dianteira do avião. A outra fila que ficava afastada uns vinte metros da nossa, entrava pela porta traseira. O avião estava em um desnível em que permitia que suas portas ficassem ao nível do chão. Estava nesta fila juntamente com mais seis irmãos meu. Na nossa frente deveria ter umas cinquenta pessoas. O avião tinha tres andares. A fila da porta traseira ia para o térreo do avião. A fila em que eu estava ia para o andar do meio e dava acesso para o andar de cima. Nisto chegou uma aeromoça em cada porta e começamos a entrar no avião. Algumas pessoas começaram a furar fila. Então disse para meus irmãos que se muitos furassem fila a gente não ia poder ir porque acabariam os lugares e teríamos que esperar o outro avião. Mas a gente acabou entrando. Quando acabei de entrar veio um homem correndo me chamando. Quando chegou perto de mim, me solicitou a autorização para embarque, dizendo que a aeromoça havia esquecido de pegar comigo. Disse a ele que nem sabia o que era aquilo. Eu carregava na mão um monte de papel todo desarrumado. Este homem pediu que eu procurasse nos papeis que estavam comigo. Ele disse que era um com uma assinatura que era um grande rabisco.
Fui passando os papeis até que ele viu um e pegou dizendo ser aquele. Havia outros papeis grampeados no que ele pegou. Perguntei a ele se eram todos aqueles e ele disse que sim e foi embora. Entramos nos avião e lá dentro, parecia uma casa muito grande sem os móveis. Nesta parte em que entramos as cadeiras para a gente sentar era sempre seis, uma ao lado da outra e sempre com outras seis na frente. Mas um conjunto destes ficava sempre bem longe do outro. Estas cadeiras eram de plástico, tipo aquelas que ficam em agências públicas de atendimento ao cidadão, para que estes aguardem sentados. Fomos para um conjunto de cadeiras destas que ficava do lado direito de onde entramos. Outro conjunto igual ficava na nossa lateral distante uns trinta metros mais ou menos. Na nossa frente havia uma janela panorâmica de uns cinco metros por dois. De frente para o outro conjunto de cadeiras tinha a mesma coisa. Então percebi que e agente estava dentro da asa do avião. A gente até podia subir para o andar de cima, mas preferimos ficar ali. Meus irmãos sentaram nas seis cadeiras de trás. Então tive que sentar na da frente. Perguntei se algum deles queria vir para frente, mas nenhum quis. Então disse que ficaria sozinho sem problemas. Mas chegou uma pessoa e sentou ali também. As cadeiras do outro lado da asa estavam todas desocupadas. 

continua...